Sacrifício

“Sacrifícios são realizados pelos fortes, os fracos desistem.”

Essa foi a frase que ouvi de um grande amigo. Ele está em uma fase bem “business positivity“, que eu não quero nem passar perto.

Somos pessoas completamente diferentes. Ele fala com todos que passam pelos corredores; eu evito até contato visual prolongado. Meu mau humor beira o blasé; seu bom humor beira a diabetes. Ele é religioso; eu não tenho alinhamento com fés dogmáticas ou panteônicas. Ele tem três filhos; eu tenho dois cachorros. Ele quer crescer profissionalmente, se tornar diretor/gestor/sócio; eu quero receber meu salário e ir pra casa. Mas sabe por que somos amigos? Porque eu gosto dele! Apesar das diferenças, nos entendemos e nos respeitamos. E, para que nossa amizade floresça, eu tenho que fazer um sacrifício: aguentar essas frases merda no meu ouvido!

Nessa mesma proporção podemos colocar o exemplo que mais gosto na vida: o churrasco do cunhado que você odeia e quer que morra pisando num prego enferrujado. Churrasco, diga-se de passagem, que você não quer ir. A cerveja é aguada, o churrasco é duro, a música é ruim, os amigos são malas e mesmo assim você vai. Provavelmente para agradar alguém – insira aqui o alguém que te faz comer churrasco duro.

O que essas duas histórias têm em comum? Sacrifícios? Não, ponderação. Você coloca na balança algumas coisas e espera para ver o resultado. Simples assim. Se a balança pesar muito, você tira algumas coisas e paga menos.

Meu amigo é um cara que já passou alguns perrengues comigo, assim como você ir ao churrasco do cunhado fez alguém um pouco mais feliz… Ou um pouco menos miserável.

Mas ambas atitudes são voluntárias. Mas e quando os sacrifícios são impostos?

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A maldita zona de conforto

“Você precisa sair da sua zona de conforto. Melhor, vamos te arrancar da sua zona de conforto.”

A zona de conforto é um lugar gostoso, acolhedor e aconchegante. Como um beijo de mãe antes de dormir. Como o abraço da pessoa amada. Como pão com manteiga molhado em café com leite… Não? Tô sozinho no último? Tá certo…

O problema dessa zona maravilhosa e abençoada é que se torna uma toca. Impenetrável e intransponível que supre todas as suas necessidades. É quase um monstro criado por Stephen King. Você faz o menor esforço para sair e escuta no fundo da sua mente “Vai sair? Mas pra quê? Vem cá, fica aqui no quentinho… Você tem tudo o que precisa aqui!

Mas pensando dessa forma, talvez nem seja tão ruim. Qual seria a complicação então? Justamente não querer sair! Não querer buscar outra toca, uma maior, com quintal ou garagem.

E é nesse ponto que começa o problema. Uma vez que esse conceito caiu no gosto dos gestores de meio campo, tudo virou zona de conforto.

A pessoa que executa bem seu trabalho, a pessoa que tem pouco trabalho, a pessoa que não quer mais trabalho, a pessoa que está satisfeita com seu trabalho, a pessoa que sai da sala quando alguém entra e a pessoa que faz a mesma coisa há 10 anos. De algum jeito acharam uma maneira de catalogar todas da mesma forma. Todas estão na zona de conforto.

E pra mim agir dessa forma é um leve mal caratismo.

Veja bem, minha pinimba não é com a zona de conforto. É usar ela como desculpa para forçar alguém além de seus limites.

Pinimba com a falta de honestidade em falar para uma pessoa que ela trabalhará mais porque é assim que o jogo funciona.

Chegou aqui sem querer me colocar num espeto e tocar fogo? Então pode continuar lendo.

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Um labirinto de mudanças

Perdi alguém, me mandaram embora, meu cachorro morreu e a minha série não foi renovada. E agora? Fodeu!

Ninguém nos ensina a lidar com a perda. Ninguém nos ensina a lidar com a mudança. Ninguém nos ensina a lidar com o fim. E o que acontece quando chega o momento? A gente se encontra perdido num labirinto escuro, sem lanterna e sem guia. Tateando as paredes e às vezes o chão. Procurando um caminho, uma luz ou uma maçaneta. Até chegar ao ponto de começarmos a acreditar que já estamos entendendo o caminho. Mas na verdade, você continua perdido num labirinto, escuro e sem lanterna. Se você já leu Lovecraft, sabe do que tô falando.

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Fugindo do medo. Ou como manter alguma calma!

“Como lidar com o medo de entrar em uma profissão nova?”

Medo… algumas pessoas respiram e exalam o cheiro do medo. Acredito que algumas outras possuem a capacidade inata se sentir o odor acre do pavor. Principalmente mães e chefes.

O medo da mãe – geralmente – passa com a vida adulta… Vindo na contramão, somos agraciados com medo dos chefes. Não da figura do chefe em si, mas tudo o que ele representa. Salário no final do mês é um bom exemplo.

Medo, novidade, adrenalina, curiosidade e receio. Esse é o cheiro de um emprego novo. Tá sentindo aí? Eu ainda tô, só não sei por quanto tempo.

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Minha primeira viagem de trabalho

Viagem de trabalho

– Saindo de férias?
– Não, trabalho.
– Ah, mas que beleza, hein?! Bem que eu queria trabalhar viajando.
– Mas eu não sou o Zeca Camargo! Ninguém me manda pro Egito para filmar uma feira de muambas e ainda receber por isso!

Isso foi o que eu quis responder quando estava no táxi a caminho do aeroporto. Na época, a primeira viagem internacional à trabalho que fazia. Não lembro o que respondi, mas devo ter dado um sorriso amarelo e justificado qualquer coisa do tipo “não é bem assim”.

Viagem de trabalho para mim é dividida em dois grandes universos.

– O primeiro, aquele em que a pessoa aproveita a vida estando em um lugar diferente. Tem oportunidade de conhecer novos lugares, comidas, pessoas, bebidas e etc. Vive uma nova cultura, tem novas experiências e sai uma pessoa renovada por experiencias únicas!

– E tem o segundo, aquele em que a pessoa recebe uma passagem na classe econômica direto para o inferno.

Preciso falar qual foi a meu universo? Não né?!

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Manual da Luz para fora da Merda #1

Introdução

Este é o texto que deverá ditar o tom do que será discutido por aqui, foi um dos primeiros escritos, mas publicado somente em outros blogs. Não haveria maneira melhor de estrear o blog se não fosse com ele.

Apreciem!

O caminho para a luz para fora da merda – Parte 1

Ah, o ser humano. Este maravilho animal cheio de vida, com uma fome sem fim por prazer, tranquilidade e paz. Sua sede em busca destes objetos de desejo só é ofuscada pela sua vontade imensa em arrumar PROBLEMAS.

Você, eu, o vizinho e até o cunhado da amiga da prima do tio do seu pai. Nós A-MA-MOS um bom problema para NÃO resolver e ficar reclamando dele indefinidamente – até porque, quando não existe um, fazemos questão de encontrar algum, QUAL-QUER-UM.

Mas antes de começarmos, vamos estabelecer algumas regras para melhor proveito destes textos:

Regra número 1: Eu falo e você escuta. Qualquer ordem inversa desta regra está sujeita a punição;

Regra número 2: As punições serão aplicadas fisicamente com a utilização de uma vara de bambu. Não, não desse jeito que você pensou (seu mente suja!), apenas dando varadas nas pernas. Ok, você entendeu.

Regra número 3: Imagine que sou uma senhora idosa chinesa de 93 anos, então não teste a minha paciência, caso contrário voltaremos a regra número dois.

Respeitando estas três regras básicas você terá uma melhor experiência durante sua leitura.

Do que falávamos? Ah sim, dos problemas.

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