“Sacrifícios são realizados pelos fortes, os fracos desistem.”
Essa foi a frase que ouvi de um grande amigo. Ele está em uma fase bem “business positivity“, que eu não quero nem passar perto.
Somos pessoas completamente diferentes. Ele fala com todos que passam pelos corredores; eu evito até contato visual prolongado. Meu mau humor beira o blasé; seu bom humor beira a diabetes. Ele é religioso; eu não tenho alinhamento com fés dogmáticas ou panteônicas. Ele tem três filhos; eu tenho dois cachorros. Ele quer crescer profissionalmente, se tornar diretor/gestor/sócio; eu quero receber meu salário e ir pra casa. Mas sabe por que somos amigos? Porque eu gosto dele! Apesar das diferenças, nos entendemos e nos respeitamos. E, para que nossa amizade floresça, eu tenho que fazer um sacrifício: aguentar essas frases merda no meu ouvido!
Nessa mesma proporção podemos colocar o exemplo que mais gosto na vida: o churrasco do cunhado que você odeia e quer que morra pisando num prego enferrujado. Churrasco, diga-se de passagem, que você não quer ir. A cerveja é aguada, o churrasco é duro, a música é ruim, os amigos são malas e mesmo assim você vai. Provavelmente para agradar alguém – insira aqui o alguém que te faz comer churrasco duro.
O que essas duas histórias têm em comum? Sacrifícios? Não, ponderação. Você coloca na balança algumas coisas e espera para ver o resultado. Simples assim. Se a balança pesar muito, você tira algumas coisas e paga menos.
Meu amigo é um cara que já passou alguns perrengues comigo, assim como você ir ao churrasco do cunhado fez alguém um pouco mais feliz… Ou um pouco menos miserável.
Mas ambas atitudes são voluntárias. Mas e quando os sacrifícios são impostos?